Descobri o primeiro por acaso: alguém com o meu nome completo. Procurei mais. Encontrei outro. Depois, outro. Continuei a pesquisar. Os registos repetiam-se, décadas para trás. Sempre o mesmo nome. A mesma morte, o mesmo cruzamento. Sempre no mesmo dia do ano. Quanto mais recuava, mais se revelava. Uma sequência longa demais para ser acaso. Agora sei que não sou único. Sou apenas o próximo da lista. Falta pouco para o dia chegar. Até lá continuo a busca. Quero saber quem veio antes. Quantos foram. O porquê. Se é possível e como fugir. Afinal, falta pouco para a minha vez.
-M


Loved this one