Segui a inscrição à letra. Tracei o círculo, pesei o sal, alinhei as velas. Respirei nos intervalos indicados. As palavras vinham ordenadas, era impossível falhar. Li devagar e confiante. Só no final percebi o desvio. O erro mínimo. A sílaba trocada. Corrigi e repeti. Demasiado tarde. Mas o chamamento não falhou; trouxe-o até mim. Tudo o resto ruiu. A minha voz manteve-se correcta enquanto o corpo deixava de o ser. Agora observo-o usar-me para aprender uma linguagem que lhe é alienígena. O erro não foi invocá-lo. Foi confiar cegamente nas palavras e descurar o poder que têm quando nos falham.
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