Estávamos deitados na relva, a olhar para o céu. Falávamos de coisas simples, como se o tempo não importasse, e eu tentava agarrar as palavras. O som veio primeiro, um zumbido grave que fazia vibrar o chão. Depois surgiram as configurações, enormes, pairando sobre a cidade. Sorriste. Disseste que eram mais bonitas do que imaginaras. À nossa volta, as pessoas corriam, gritavam, desapareciam pelas ruas. Nós ficámos. Apertaste-me a mão com mais força. Disseste que finalmente fazia sentido. Perguntei-te o quê. Não respondeste, apenas olhaste para cima. Lágrimas banhavam-te o sorriso. Tinhas aceitado o fim. Eu segui a teu lado.
-M


